Versos Portuguese Cruz e Sousa Vanda

Portuguese poem

Vanda

by (1861–1898)

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Vanda! Vanda do amor, formosa Vanda, Makuâma gentil, de aspecto triste, Deixe que o coração que tu poluíste Um dia, se abra e revivesça e expanda.

Nesse teu lábio sem calor onde anda A sombra vã de amores que sentiste Outrora, acende risos que não viste Nunca e as tristezas para longe manda.

Esquece a dor, a lúbrica serpente Que, embora esmaguem-lhe a cabeça ardente, Agita sempre a cauda venenosa.

Deixa pousar na seara dos teus dias A caravana irial das alegrias Como as abelhas pousam numa rosa.