Versos Portuguese Cruz e Sousa Velhas Tristezas

Portuguese poem

Velhas Tristezas

by (1861–1898)

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Diluencias de luz, velhas tristezas Das almas que morrêram para a luta! Sois as sombras amadas de bellezas Hoje mais frias do que a pedra bruta.

Murmuríos incognitos de gruta Onde o Mar canta os psalmos e as rudezas De obscuras religiões-voz impolluta De todas as titanicas grandezas.

Passai, lembrando as sensações antigas, Paixões que fôram já dóceis amigas, Na luz de etérnos sóes glorificadas.

Alegrias de ha tempos! E hoje e agora, velhas tristezas que se vão embóra No poente da Saudade amortalhadas!...