Portuguese poem
Verônica
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Não a face do Cristo, a macilenta Face do Cristo, a dolorosa face... O martírio da Cruz passou fugace E este Martírio, esta Paixão é lenta.
Um vivo sangue a face te ensangüenta, Mais vivo que se o Deus o derramasse; Porque esta vã paixão, para que passe, É mister dos Titãs a luta incruenta.
Se tu, Visão da Luz, Visão sagrada Queres ser a Verônica sonhada, Consoladora dessa dor sombria
Impressa ficara no teu sudário Não a face do Cristo do Calvário Mas a face convulsa da Agonia!