Versos Portuguese Cruz e Sousa Vi-te crescer!

Portuguese poem

Vi-te crescer!

by (1861–1898)

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Vi-te crescer! tu eras a criança Mais linda, mais gentil, mais delicada: Tinhas no rosto as cores da alvorada E o sol disperso pela loira trança.

Asas tinhas também, as da esperança... E de tal sorte eras sutil e alada Que parecias ave arrebatada Na luz do Espaço onde a razão descansa!

Depois, então, fizeste-te menina, Visão de amor, puríssima, divina, Perante a qual ainda hoje me ajoelho.

Cresceste mais! És bela e moça agora... Mas eu, que acompanhei toda essa aurora, Sinto bem quanto estou ficando velho.