Portuguese poem
Bem sei que todas as mágoas
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Bem sei que todas as mágoas São como as mágoas que são Parecidas com as águas Que continuamente vão...
Quero, pois, ter guardada Uma tristeza de mim Que não possa ser levada Por essas águas sem fim.
Quero uma tristeza minha Uma mágoa que me seja Uma espécie de rainha Cujo trono se não veja.