Portuguese poem
Gradual, desde que o calor
by Fernando Pessoa (1888–1935)
Gradual, desde que o calor Teve medo, A brisa ganhou alma, à flor Do arvoredo. Primeiro, os ramos ajeitaram As folhas que há, Depois, cinzentas, oscilaram, E depois já Toda a árvore era um movimento E o fresco viera. Medita sem ter pensamento! Ignora e espera!