Versos Portuguese Fernando Pessoa O Mesmo

Portuguese poem

O Mesmo

by (1888–1935)

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O mesmo Teucro duce et auspice Teucro É sempre cras — amanhã — que nos faremos ao mar.

Sossega, coração inútil, sossega! Sossega, porque nada há que esperar, E por isso nada que desesperar também... Sossega... Por cima do muro da quinta Sobe longínquo o olival alheio. Assim na infância vi outro que não era este: Não sei se foram os mesmos olhos da mesma alma que o viram. Adiamos tudo, até que a morte chegue. Adiamos tudo e o entendimento de tudo, Com um cansaço antecipado de tudo, Com uma saudade prognóstica e vazia.