Portuguese poem
A Um Livro
No silêncio de cinzas do meu Ser Agita-se uma sombra de cypreste. Sombra roubada ao livro que ando a ler, A esse livro de máguas que me deste.
Extranho livro aquele que escreveste Artista da saudade e do sofrer! Extranho livro aquele em que puzéste Tudo o que eu sinto, sem poder dizer!
Leio-o e folhêio, assim, toda a minh'alma! O livro que me déste é meu e psalma As orações que choro e rio e canto!...
Poeta egual a mim, ai quem me déra Dizer o que tu dizes!... Quem soubéra Velar a minha Dôr desse teu manto!...
*Alma perdida*