Portuguese poem
Cinzento
Poeiras de crepúsculos cinzentos. Lindas rendas velhinhas, em pedaços, Prendem-se aos meus cabelos, aos meus braços, Como brancos fantasmas, sonolentos...
Monges soturnos deslisando lentos, Devagarinho, em misteriosos passos... Perde-se a luz em languidos cansaços... Ergue-se a minha cruz dos desalentos!
Poeiras de crepúsculos tristonhos, Lembram-me o fumo leve dos meus sonhos, A névoa das saudades que deixáste!
Hora em que o teu olhar me deslumbrou... Hora em que a tua boca me beijou... Hora em que fumo e névoa te tornáste...