Portuguese poem
Crepúsculo
Teus olhos, borboletas de oiro, ardentes Borboletas de sol, de azas maguadas, Poisam nos meus, suaves e cançadas, Como em dois lirios rôxos e dolentes...
E os lirios fecham... Meu amôr não sentes? Minha bôca tem rosas desmaiadas, E as minhas pobres mãos são maceradas Como vagas saudades de doentes...
O Silencio abre as mãos... entorna rosas... Andam no ar caricias vaporosas Como pálidas sedas, arrastando...
E a tua boca rubra ao pé da minha É na suavidade da tardinha Um coração ardente, palpitando...