Portuguese poem
Da Minha Janela
Mar alto! Ondas quebradas e vencidas Num soluçar aflito e murmurado... Vôo de gaivotas, leve, imaculado, Como neves nos píncaros nascidas!
Sol! Ave a tombar, azas já feridas, Batendo ainda num arfar pausado... Ó meu dôce poente torturado Rezo-te em mim, chorando, mãos erguidas!
Meu verso de Samain cheio de graça, 'Inda não és clarão já és luar Como um branco lilaz que se desfaça!
Amôr! Teu coração trago-o no peito... Pulsa dentro de mim como este mar Num beijo eterno, assim, nunca desfeito!...