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Portuguese poem

Conto de Fadas

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Eu trago-te nas mãos o esquecimento Das horas más que tens vivido, Amor! E para as tuas chagas o ungüento Com que sarei a minha própria dor.

Os meus gestos são ondas de Sorrento... Trago no nome as letras duma flor... Foi dos meus olhos garços que um pintor Tirou a luz para pintar o vento...

Dou-te o que tenho: o astro que dormita, O manto dos crepúsculos da tarde, O sol que é de oiro, a onda que palpita.

Dou-te, comigo, o mundo que Deus fêz! —Eu sou Aquela de quem tens saüdade, A princesa do conto: «Era uma vez...»