Portuguese poem
Eu Não Sou de Ninguém
Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser Há de ser luz do sol em tardes quentes; Nos olhos de água clara há de trazer As fúlgidas pupilas dos videntes!
Há de ser seiva no botão repleto, Voz no murmúrio do pequeno insecto, Vento que enfuna as velas sôbre os mastros!...
Há de ser Outro e Outro num momento! Fôrça viva, brutal, em movimento, Astro arrastando catadupas de astros!