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Portuguese poem

Fanatismo

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Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida. Meus olhos andam cegos de te vêr! Não és sequer razão do meu viver, Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida... Passo no mundo, meu Amôr, a lêr No misterioso livro do teu sêr A mesma história tantas vezes lida!

«Tudo no mundo é fragil, tudo passa...» Quando me dizem isto, toda a graça Duma bôca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros: «Ah! Podem voar mundos, morrer astros, Que tu és como Deus: Principio e Fim!...»