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Portuguese poem

Espera

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Não me digas adeus, ó sombra amiga, Abranda mais o ritmo dos teus passos: Sente o perfume da paixão antiga, Dos nossos bons e cândidos abraços.

Sou a dona dos místicos cansaços, A fantástica e estranha rapariga Que um dia ficou presa nos teus braços... Não vás ainda embora, ó sombra amiga!

Teu amor fêz de mim um lago triste: Quantas ondas a rir que não lhe ouviste, Quanta canção de ondinas lá no fundo!

Espera... espera... ó minha sombra amada... Vê que p'ra além de mim já não há nada E nunca mais me encontras neste mundo!...