Portuguese poem
Escrava
Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor, Eu te saúdo, olhar do meu olhar, Fala da minha bôca a palpitar, Gesto das minhas mãos tontas de amor!
Que te seja propicio o astro e a flor, Que a teus pés se incline a terra e o mar, P'los séculos dos séculos sem-par, Ó meu Deus, ó meu dono, ó meu senhor!
Eu, doce e humilde escrava, te saúdo, E, de mãos postas, em sentida prece, Canto teus olhos de oiro e de veludo.
Ah, êsse verso imenso de ansiedade, Êsse verso de amor que te fizesse Ser eterno por tôda a Eternidade!...