Portuguese poem
Neurastenia
Sinto hoje a alma cheia de tristesa! Um sino dobra em mim, Ave Marias! Lá fôra, a chuva, brancas mãos esguias, Faz na vidraça rendas de Venesa...
O vento desgrenhado, chora e resa Por alma dos que estão nas agonias! E flocos de neve, aves brancas, frias, Batem as azas pela Natureza...
Chuva... tenho tristesa! Mas porquê?! Vento... tenho saudades! Mas de quê?! Ó neve que destino triste o nosso!
Ó chuva! Ó vento! Ó neve! Que tortura! Gritem ao mundo inteiro esta amargura, Digam isto que sinto que eu não posso!!...
*Pequenina*