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Portuguese poem

Nervos de Oiro

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Meus nervos, guisos de oiro a tilintar Cantam-me n'alma a estranha sinfonia Da volúpia, da mágoa e da alegria, Que me faz rir e que me faz chorar!

Em meu corpo fremente sem cessar, Agito os guisos de oiro da folia! A Quimera, a Loucura, a Fantasia, Num rubro turbilhão sinto-As passar!

O coração, numa imperial oferta, Ergo-o ao alto! E, sôbre a minha mão, É uma rosa de púrpura entreaberta!

E em mim, dentro de mim, vibram dispersos, Meus nervos de oiro, esplêndidos, que são Tôda a Arte suprema dos meus versos!