Versos Portuguese Florbela Espanca Nihil Novum

Portuguese poem

Nihil Novum

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Na penumbra do pórtico encantado De Bruges, noutras eras, já vivi; Vi os templos do Egipto com Loti; Lancei flores, na Índia, ao rio sagrado.

No horizonte de bruma opalizado, Frente ao Bósforo errei, pensando em ti! O silêncio dos claustros conheci Pelos poentes de nácar e brocado...

Mordi as rosas brancas de Ispahan E o gôsto a cinza em tôdas era igual! Sempre a charneca bárbara e deserta,

Triste, a florir numa ansiedade vã! Sempre da vida—o mesmo estranho mal, E o coração—a mesma chaga aberta!