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Portuguese poem

Volúpia

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No divino impudor da mocidade, Nesse êxtase pagão que vence a sorte, Num frémito vibrante de ansiedade, Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade... A nuvem que arrastou o vento norte... —Meu corpo! Trago nêle um vinho forte: Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço... São os dedos do sol quando te abraço, Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos Vão-te envolvendo em círculos dantescos Felinamente, em voluptuosas danças...