Portuguese poem
Velhinha
Se os que me viram já cheia de graça Olharem bem de frente para mim, Talvez, cheios de dôr, digam assim: «Já ela é velha! Como o tempo passa!...»
Não sei rir e cantar por mais que faça! Ó minhas mãos talhadas em marfim, Deixem esse fio d'oiro que esvoaça! Deixem correr a vida até ao fim!
Tenho vinte e tres anos! Sou velhinha! Tenho cabelos brancos e sou crente... Já murmuro orações... falo sòsinha...
E o bando côr de rosa dos carinhos Que tu me fazes, olho-os indulgente, Como se fosse um bando de nètinhos...
*Em busca do Amôr*