Portuguese poem
Último Sonho de «Sóror Saüdade»
Sóror Saüdade abriu a sua cela... E, num encanto que ninguém traduz, Despiu o manto negro que era dela, Seu vestido de noiva de Jesus.
E a noite escura, extasiada, ao vê-la, As brancas mãos no peito quási em cruz, Teve um brilhar feérico de estrêla Que se esfolhasse em pétalas de luz!
Sóror Saüdade olhou... Que olhar profundo Que sonha e espera?... Ah como é feio o mundo, E os homens vãos!—Então, devagarinho,
Sóror Saüdade entrou no seu convento... E, até morrer, rezou, sem um lamento, Por Um que se perdera no caminho!...