Versos Portuguese Florbela Espanca Toledo

Portuguese poem

Toledo

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Diluído numa taça de oiro a arder Toledo é um rubi. E hoje é só nosso! O sol a rir... Viv'alma... Não esboço Um gesto que me não sinta esvaecer...

As tuas mãos tateiam-me a tremer... Meu corpo de âmbar, harmonioso e moço É como um jasmineiro em alvoroço Ébrio de sol, de aroma, de prazer!

Cerro um pouco o olhar onde subsiste Um romântico apêlo vago e mudo, —Um grande amor é sempre grave e triste.

Flameja ao longe o esmalte azul do Tejo... Uma tôrre ergue ao céu um grito agudo... Tua bôca desfolha-me num beijo...