Portuguese poem
Tortura
Tirar dentro do peito a Emoção, A lucida Verdade, o Sentimento! --E ser, depois de vir do coração, Um punhado de cinza esparso ao vento!...
Sonhar um verso d'alto pensamento, E puro como um rythmo d'oração! --E ser, depois de vir do coração, O pó, o nada, o sonho dum momento!...
São assim ôcos, rudes, os meus versos: Rimas perdidas, vendavaes dispersos, Com que eu iludo os outros, com que minto!
Quem me déra encontrar o verso puro, O verso altivo e forte, extranho e duro, Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
*Lágrimas ocultas*