Portuguese poem
Para defender a pátria
by Frei Caneca (1779–1825)
Para defender a pátria Menino homem se faz, Em dando a vida por ela; Morrendo, não peno mais.
De que me serve viver Entre suspiros e ais? Se vivo, vivo penando; Morrendo, não peno mais.
Inda que eu queira, não posso Existir entre os mortais. A morte serve de alívio; Morrendo, não peno mais.
Oh! morte, por que não vens Findar meus dias fatais? Se vivo, vivo penando; Morrendo, não peno mais.