Portuguese poem
Xvii
É domingo: o burguez deixa os asphaltos, Dando o braço á burgueza; Procura o campo, e, ao vêl-o, exclama aos saltos: «Ó filha, que lindeza!»
E pasma do verdôr febril, romantico, Da múrmura floresta; E a sua longa orelha absorve o cantico Da passarada em festa.
Eu que não saio, escondo a gelosia Com negros cortinados, E recebo a visita, em pleno dia, Dos espectros amados.
E aquelle Amôr que eu vi morrer outrora. No meu quarto apparece! Senta-se ao pé de mim, beija-me e chora, E treme e desfallece!