Portuguese poem
Xvi
Eu não posso esquecer, perdão, minha senhora, --Estes laços de amôr custam a desatar-- Eu não posso esquecer, ó minha doce aurora, Que subjuguei teu corpo e essa alma singular...
Teu corpo, ai! o teu corpo esbelto, moço e branco, Já foi meu, já foi meu... mas neste instante, flôr, Da tua alma prescindo, e escuta, serei franco, Basta-me a que possuo, ah! basta, meu amôr!
Se um dia succeder, que esse teu seio trema De novo juncto ao meu, hei-de insuflar-te, doudo, Metade da minha alma, e então, gloria suprema! De ambos nós, meu amôr, faremos um só todo...