Versos Portuguese Gonçalves Crespo Xiii

Portuguese poem

Xiii

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Quando morreres, filha, ao teu jazigo Descerei taciturno e allucinado, E abraçando esse corpo delicado, No frio marmor dormirei comtigo.

E tu muda, e tu fria, e tu gelada! E eu nos meus braços a apertar-te ainda! E nas sombras daquella noite infinda Clamo, estremeço e morro, alma adorada!

Os mortos, alta noute, pouco e pouco Erguer-se-hão, ao luar, rindo e dançando; E eu ficarei na sombra, ó sonho louco! No teu seio de jaspe repoisando.

E quando a hora chegue em que as trombêtas Do Juizo Final se ouvirem todas, Não surgirás, inveja das violetas, Do escuro leito das eternas bôdas!