Portuguese poem
X
Naquella manhã ditosa O sol mandava-nos beijos; Do rouxinol os solfejos Suspiravam na amplidão.
Se me lembro, ai! se me lembro D'esse amplexo demorado, Com que tu, meu lirio amado, Uniste-me ao coração!
Grasnava o côrvo agoirento, As sêccas folhas cahiam, E uns tristes raios desciam Da plumbea curva dos céus.
Se me lembro, ai! se me lembro Da fria e grave mesura Que, naquella tarde escura, Fizeste ao dizer-me--adeus!