Portuguese poem
Viii
Não me sabes dizer, ó minha amada, O motivo, a razão Porque pendem a face desmaiada As rosas para o chão?
Não me sabes dizer porque, no meio Do vasto prado em flôr, Das violetas cáe no roxo seio Um véu de lucto e dôr?
Diz-me porque ouço a voz das cotovias Hoje lugubre assim? E porque exhalam mortes e agonias As urnas do jasmim?
Por que motivo o sol tam claro e puro De crepes se vestiu? Porque um sinistro pezadelo escuro Sobre a terra cahiu?
Bem sei eu porque vejo tudo triste Sem luz e sem calôr... É que tu, pomba branca, me fugiste Meu amôr, meu amôr!