Portuguese poem
Brilha em seu auge a mais luzida estrela
by Gregório de Matos (1636–1696)
Brilha em seu auge a mais luzida estrela, Em sua pompa existe a flor mais pura, Se esta do prado frágil formosura, Brilhante ostentação do céu aquela.
Quando ousada uma nuvem a atropela, Se a outra troca em lástima a candura, Que há também para estrelas sombra escura, Se para flores há, quem as não zela.
Estrela e flor, José, em ti se encerra, Porque ser flor, e estrela mereceu Teu garbo, a quem a Parca hoje desterra.
E para se admirar o indulto teu, Como flor te sepultas cá na terra, Como estrela ressurges lá no céu.