Portuguese poem
Á meza do festim, cercada de formosas
by Guilherme de Azevedo (1839–1882)
Á meza do festim, cercada de formosas, O canto dos cristaes e o scintillar dos vinhos Saudavam juntamente os bellos desalinhos Das galantes vizões das ceias luminozas!
Molhavam-se em champagne as pétalas das rozas! E em baixo, a nossos pés, em leves murmurinhos A gaze sobreposta á candidez dos linhos Erguia-se n'um mar de vagas caprichosas!
Ali tudo era paz! Nem odios vis nem zelos! Os labios pois limpando ás rendas e aos cabellos Da menos trivial das fadas tentadoras,
Eu brindo aos mortos!—disse: á legião sagrada Que foi á solidão, á eternidade, ao nada! —Ás almas e ao pudor d'estas gentis senhoras.