Versos Portuguese Luís Delfino Volta ao país azul

Portuguese poem

Volta ao país azul

by (1834–1910)

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À mãe

Fugiu? — Espera: vamos ver. — Suporta A dor: socega.. — Mas por onde iria? Quem, para o firmamento, abriu-lhe a porta? Quem foi? quem é? — Quem, pobre mãe, seria?

Tão branca estava!... mas não stava morta... E quando inda cantava, e quando ria, Súbita mão dos laços de oiro a corta; Foge... e a estrela subiu... subiu... subiu...

Como está longe!... — Agora tu que esperas? Nossas leivas são curtas e maninhas: E que rosais tem ela nas esferas!...

Ó mãe, andam os sóis e as andorinhas Atrás de azuis e atrás de primaveras, E o eterno azul em flor no lar não tinhas...