Portuguese poem
A formosura desta fresca serra
A formosura desta fresca serra, E a sombra dos verdes castanheiros, O manso caminhar destes ribeiros, Donde toda a tristeza se desterra;
O rouco som do mar, a estranha terra, O esconder do sol pelos outeiros, O recolher dos gados derradeiros, Das nuvens pelo ar a branda guerra:
Em fim, tudo o que a rara natureza Com tanta variedade nos offrece, M'está (se não te vejo) magoando.
Sem ti tudo me enoja, e me aborrece; Sem ti perpetuamente estou passando Nas mores alegrias môr tristeza.