Portuguese poem
Despois que quiz Amor que eu só passasse
Despois que quiz Amor que eu só passasse Quanto mal ja por muitos repartio, Entregou-me á Fortuna, porque vio Que não tinha mais mal que em mi mostrasse.
Ella, porque do Amor se avantajasse Na pena a que elle só me reduzio, O que para ninguem se consentio, Para mim consentio que se inventasse.
Eis-me aqui vou com vário som gritando. Copioso exemplario para a gente Que destes dous tyrannos he sujeita;
Desvarios em versos concertando. Triste quem seu descanso tanto estreita, Que deste tão pequeno está contente!