Portuguese poem
Despois que vio Cibele o corpo humano
Despois que vio Cibele o corpo humano Do formoso Atys seu verde pinheiro, Em piedade o vão furor primeiro Convertido, chorava o grave dano.
E, á sua dor fazendo illustre engano, A Jupiter pedio, que o verdadeiro Preço da nobre palma e do loureiro Ao seu pinheiro désse, soberano.
Mais lhe concede o filho poderoso Que, crescendo, as estrellas tocar possa, Vendo os segredos lá do ceo superno.
Oh ditoso pinheiro! oh mais ditoso Quem se vir coroar da rama vossa, Cantando á vossa sombra verso eterno!