Portuguese poem
Despois de tantos dias mal gastados
Despois de tantos dias mal gastados, Despois de tantas noites mal dormidas, Despois de tantas lagrimas vertidas, Tantos suspiros vãos vãamente dados,
Como não sois vós ja desenganados, Desejos, que de cousas esquecidas Quereis remediar mortaes feridas. Que Amor fez sem remedio, o Tempo, os Fados?
Se não tivereis ja longa exp'riencia Das semrazões de Amor a quem servistes, Fraqueza fôra em vós a resistencia.
Mas pois por vosso mal seus males vistes, Que o tempo não curou, nem larga ausencia, Qual bem delle esperais, desejos tristes?