Portuguese poem
Descalça vai para a fonte
Mote: Descalça vai para a fonte Lianor pela verdura; Vai fermosa, e não segura.
Voltas:
Leva na cabeça o pote, O testo nas mãos de prata, Cinta de fina escarlata, Sainho de chamerlote; Traz a vasquinha de cote, Mais branca que a neve pura. Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta, Cabelos de ouro entrançado Fita de cor de encarnado, Tão linda que o mundo espanta. Chove nela graça tanta, Que dá graça à fermosura. Vai fermosa e não segura.