Portuguese poem
Hum mover de olhos, brando e piedoso
Hum mover de olhos, brando e piedoso, Sem ver de que; hum riso brando e honesto, Quasi forçado; hum doce e humilde gesto, De qualquer alegria duvidoso:
Hum despejo quieto e vergonhoso; Hum repouso gravissimo e modesto; Huma pura bondade, manifesto Indicio da alma, limpo e gracioso:
Hum encolhido ousar; huma brandura; Hum medo sem ter culpa; hum ar sereno; Hum longo e obediente soffrimento:
Esta foi a celeste formosura Da minha Circe, e o magico veneno Que pôde transformar meu pensamento