Versos Portuguese Manuel Botelho de Oliveira Sono pouco permanente

Portuguese poem

Sono pouco permanente

by (1636–1711)

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Quando, Anarda, o sono brando Quer suspender meus tormentos, Condenando os sentimentos, Os desvelos embargando; Dura pouco, porque quando Cuido que em belo arrebol Estou vendo teu farol, Foge o sono à cova fria; Porque lhe amanhece o dia, Porque lhe aparece o Sol.