Versos Portuguese Olavo Bilac Último Carnaval

Portuguese poem

Último Carnaval

by (1865–1918)

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Íncola de Suburra ou de Sibarís, Nasceste em saturnal; viveste, estulto, Na folia das feiras, no tumulto Dos caravançarás e dos bazares;

Morreste, em plena orgia, entre os esgares Dos arlequins, no delirante culto; E a saudade terás, depois sepulto, Herói folião, dos carnavais hílares...

Talvez, quem sabe? a cova, que te esconda, Uma noite, entre fogos-fátuos, se abra, Como uma boca escancarada em risos:

E saltarás, pinchando, numa ronda De espectros aos tantãs, dança macabra De esqueletos e lêmures aos guizos.