Portuguese poem
Cetáceo
Fuma. E cobre o zênite. E, chagosos do flanco, Fuga e pó, são corcéis de anca na atropelada. E tesos no horizonte, a muda cavalgada. Coalha bebendo o azul um largo vôo branco.
Quando e quando esbagoa ao longe uma enfiada De barcos em betume indo as proas de arranco. Perto uma janga embala um marujo no banco Brunindo ao sol brunida a pele atijolada.
Tine em cobre o zênite e o vento arqueja e o oceano Longo enforca-se a vez e vez e arrufa, Como se a asa que o roce ao côncavo de um pano.
E na verde ironia ondulosa de espelho Úmida raiva iriando a pedraria. Bufa O cetáceo a escorrer d’água ou do sol vermelho.