Versos Portuguese Pedro Kilkerry Floresta Morta

Portuguese poem

Floresta Morta

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Por que, à luz de um sol de primavera Urna floresta morta? Um passarinho Cruzou, fugindo-a, o seio que lhe dera Abrigo e pouso e que lhe guarda o ninho.

Nem vale, agora, a mesma vida, que era Como a doçura quente de um carinho, E onde flores abriram, vai a fera — Vidrado o olhar — lá vai pelo caminho.

Ah! quanto dói o vê-la, aqui, Setembro, Inda banhada pela mesma vida! Floresta morta a mesma cousa lembro;

Sob outro céu assim, que pouco importa, Abrigo á fera, mas, da ave fugida, Há no meu peito urna floresta morta.