Versos Portuguese Pedro Kilkerry Da Idade Média

Portuguese poem

Da Idade Média

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Perto, as Curi-Muri. Aves mortas de sono, Na água que ao céu azul os reflexos indaga, Caravelas de Assombro, em cansado abandono, Embalam-se ao cantar requebroso da vaga.

Grande, em Socotorá, pelo esplendor do entrono De Lísia, fora a luta, - e o chuço e a lança e a adaga Tudo fremiu... e o brônzeo estrondeante detono De montanha em montanha ecoou, de fraga em fraga.

Amplas asas do Mal, dormem, rinzam-se as velas... Mas os corcéis, em fúria, eis que Bóreas desata, Solta em longo bufido, assombrando as estrelas... Solta... e ao peso das naus que o largo sonho perde, - Formidável Tritão – alça a cauda de prata E, alto, o Mar espadana a cabeleira verde.

Novamente, espadana a verde cabeleira Triunfalmente a tremer e ébrio raiva revolta, E no louco rugir do rugido que solta Vai-lhe o despedaçar da loucura primeira.

A procela se enfreia e à tenebrenta escolta... Mas na salsugem salta a brocada madeira Dos cascos; o velame é solto e à derradeira Ânsia, a redomoinhar, são-lhe os mastros, em volta.

E a procela se enfreia e à dura escolta enfreia... Amortece o fragor. Em temblado que entrista, Há por longe o chorar de tristonha sereia...

- Rosa – desbrocha a luz às venturas e às mágoas, E mais desbrocha, e mais... Conquistador, conquista, Todo o orgulho de um sonho, aboiavam nas águas!