Versos Portuguese Pedro Kilkerry Mare Vitae

Portuguese poem

Mare Vitae

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— Remar! remar! — E a embarcação ligeira Foi deslizando, como um sonho da água. De pé, na proa, era a gonfaloneira — Remar! remar! — a minha própria Mágoa.

E esmaia, logo, uma ilusão. E afago-a Ao som de fogo de canção guerreira, Vai deslizando como um sonho da água — Remar! remar! a embarcação ligeira.

Mas uma voz de súbito. Gemendo, Sob o silêncio côncavo dos astros Quem canta assim de amor? Eu não compreendo...

E oh! Morte — eu disse — esta canção me aterra: Dá-me que tremam palpitando os mastros Ao som vermelho da canção de guerra.