Portuguese poem
Não sei a causa
Não sei da causa. Oh! tanto gelo E tanta névoa por sobre mim, Que dizes brilha no meu cabelo E que, no rosto, me brilha assim.
Se bebo em vaso de marmor preto O vinho negro da minha dor, E arde no fogo do meu soneto A ovelha branca da minha dor.
Choro se penso no teu afeto Na alta doçura de teu amor, Rio, se ao peso do mal secreto Encurva as asas a minha dor...