Portuguese poem
O Verme e a Estrela
Agora sabes que sou verme. Agora, sei da tua luz, Se não notei minha epiderme... É, nunca estrela eu te supus Mas, se cantar pudesse um verme, Eu cantaria a tua luz!
E eras assim... Por que não deste Um raio, brando, ao teu viver? Não te lembrava. Azul-celeste O céu, talvez, não pôde ser... Mas, ora! Enfim, por que não deste Somente um raio ao teu viver?
Olho, examino-me a epiderme, Olho e não vejo a tua luz! Vamos que sou, talvez, um verme... Estrela nunca eu te supus! Olho, examino-me a epiderme... Ceguei! Ceguei da tua luz?