Portuguese poem
Sob os ramos
É no Estio. A alma, aqui, vai-me sonora, No meu cavalo — sob a loira poeira Que chove o sol — e vai-me a vida inteira No meu cavalo, pela estrada a fora.
Ai! desta em que te escrevo alta mangueira Sob a copada verde a gente mora. E em vindo a noite, acende-se a fogueira Que se fez cinza de fogueira agora.
Passa-me a vida pelo campo... E a vida Levo-a cantando, pássaros no seio, Qual se os levasse a minha mocidade...
Cada ilusão floresce renascida; Flora, renasces ao primeiro anseio Do teu amor... nas asas da Saudade!