Portuguese poem
Ritmo Eterno
Abro as asas da Vida à Vida que há lá fora. Olha... Um sorriso da alma! — Um sorriso da aurora! E Deus — ou Bem! ou Mal — é Deus cantando em mim, Que Deus és tu, sou eu — a Natureza assim.
Árvore! boa ou má, os frutos que darás Sinto-os sabendo em nós, em mim, árvore, estás. E o Sol, de cujo olhar meu pensamento inundo, Casa multiplicando as asas deste mundo...
Oh, braços para a Vida! Oh, vida para amar! Sendo uma onda do mar, dou-me ilusões de um mar... Alvor, turquesa, ondula a matéria... É veludo,
É minh'alma, é teu seio, e um firmamento mudo. Mas, aos ritmos da Terra, és um ritmo do Amor? Homem! ouvir a teus pés a Natureza em flor!