Portuguese poem
A Cavalgada
by Raimundo Correia (1859–1911)
A lua banha a solitária estrada... Silêncio!... mas além, confuso e brando, O som longínquo vem se aproximando Do galopar de estranha cavalgada.
São fidalgos que voltam da caçada; Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando, E as trompas a soar vão agitando O remanso da noite embalsamada...
E o bosque estala, move-se, estremece... Da cavalgada o estrépito que aumenta Perde-se após no centro da montanha...
E o silêncio outra vez soturno desce, E límpida, sem mácula, alvacenta A lua a estrada solitária banha...